No momento em que o Brasil passa do marco de 300.000 mortes por covid-19, a Agência Farpa lança um curta metragem documental sobre os efeitos da pandemia no sistema prisional.

Por Erick Dau, Francisco Proner e Thiago Dezan




"Aqui se respira Lucha. - Do golpe à democracia na Bolívia"
-
Por
Erick Dau Francisco Proner, Thiago Dezan.



"Dói muito para um nativo ver o que está acontecendo com a natureza. Eu fico doente. Os pássaros não cantam mais. Não ouço mais o canto do aracuã. Até a onça que me assustava está sofrendo. Isso me dói. Agora só tem silêncio vazio. Sinto que a nossa liberdade se foi, que foi tirada de nós junto com a natureza que nós sempre protegemos.”

Maria Magdalena Arréllaga para o New York Times.




Entre 2018 e 2019, visitamos 18 presídios em
sete países da América Latina, acompanhando a
Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Por Erick Dau, Francisco Proner e Thiago Dezan.

"Ser um bate-bolas atualmente representa mais do que uma simples diversão carnavalesca. Trata-se de pertencer a um grupo e de obter o poder de participar ativamente da definição dos aspectos significativos para esse grupo. Presenciando a saída de uma turma de bate-bolas e conhecendo os bastidores da elaboração da sua brincadeira, constata-se que eles encontram na coletividade os recursos para se estabelecerem no cenário carnavalesco carioca da atualidade.”
Por Valda Nogueira, Tuane Fernandes e Francisco Proner.

"A colheita de flores sempre-vivas é a principal fonte de renda para diversas comunidades rurais que vivem na Serra do Espinhaço em Minas Gerais.
A região abriga cerca de 90 espécies dessas delicadas flores,
que têm esse nome porque, mesmo depois de colhidas, mantêm sua
forma e cor durante anos.
Buscando preservar sua identidade, os apanhadores de flores lutam por reconhecimento cultural e econômico, afim de garantir o direito de uso ancestral de seu território e dos recursos naturais
dos quais dependem para sobreviver."


Por Valda Nogueira




O povo Wayuu convive há muitos anos com um déficit crônico de água na região, o que é, entre outras causas, responsável pelos mais altos índices de desnutrição global e de todas as regiões da Colombia.

Por Erick Dau e Thiago Dezan

"Sou um adicto, condenado ao meu processo.
As fotos são o meio, não o fim..."

Por Thiago Dezan.



“Nas vísceras da desigualdade brasileira, na
dificuldade de lembrarmos da nossa historia,
das nossas origens, gesta o sentimento de
aquilo que não deve ser nomeado.”

Por Francisco Proner.




“Eu cavo trincheiras sem usar pá. “

Por Erick Dau.


”De 2012 a 2019, Valda documentou comunidades
tradicionais em diversos estados brasileiros,
acompanhando suas variadas experiências de
autonomia e afirmação do modo de vida camponês."

Por Valda Nogueira.




“Nas paredes, o Gavião imenso sustenta a corrente que jamais será quebrada. O olhar tá fixo, as mãos pro alto e o grito sufocado se torna um só."

Por Tuane Fernandes.

"Porto é uma história sobre natureza, espiritualidade e pertença - um lugar onde morte, vida e magia se cruzam e se deslocam através dos tempos e das marés."
2012 - 2019


Por Valda Nogueira

“O chamado "Acordo do Século", assinado unilateralmente por Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, entrou em vigor no segundo semestre. O "plano de paz" para o Oriente Médio marcou o ano de 2020 trazendo de volta o conflito étnico-territorial que já dura 72 anos. A negligência da comunidade internacional com a escalada da repressão simboliza como o longo conflito já foi esquecido pelas principais organizações supranacionais."

Por Francisco Proner

“Por sermos da cor da terra não valemos nada. Não temos direito a saúde nem a uma boa educação.Somos apenas uma barreira aos capitalistas e aos maus governos. O sonho do povo Zapatista é que tenhamos um governo que mande obedecendo. Não queremos nenhum amo, nenhum patrão.
Queremos liberdade, nossa liberdade, a liberdade.”

Por Thiago Dezan.


‘Caminhando para a morte
Estou sempre caminhando para lugar nenhum onde preciso estar, E muito pouca gente se importa se eu chego lá.
Minha presença os deixa desconfortáveis.
E eles evitam olhar para mim,
Como fariam com alguém com quem falharam, Ou um cadaver feio.
Eu já fui filho de alguém, cheio de vida.
Hoje eu sou um sem-teto. Um homem morto andando.'

Por Thiago Dezan.



”Este ensaio é resultado de coberturas relacionadas a violações de direitos humanos realizadas entre 2017 e 2020 no Rio de Janeiro“

Fotos por
Francisco Proner
Texto por
Edu Carvalho.